Prisão infanto-juvenil
Fim de verão, infância febril, felicidade anêmica e começo estudantil.
Então eles disseram: "Você não é suficiente." Voltei inocentemente para casa.
"Ah, eles estão brincando..."
Naquele dia não chorei.
Dias se passaram e senti que aquele lugar não era para mim, sufocada pelas mãos de um vil. Então dessa vez chorei, eu senti muito, e não havia ninguém para sentir comigo.
Palavras machucam assim como agressão.
Feliz? Daquele dia pra lá a realidade seria crua. Indefesa, acusada de covarde. Era a visão deles, mas logo se tornou minha também, eu era um monstro.
No fundo eu nunca quis ser comum, mas eu fingi ser mais um deles. Só procurava sorrir, sem olhar a quem. A angústia se formou e engraçado que aquela dor nunca passou.
Notas? Pra baixo.
Vida social? Descarta.
Humor? Pra baixo.
Segurança? Descarta.
Crianças estão tristes esperando o dia que iram se sentir bem ou ganhar uma estrelinha. Por que isso sempre importou mais?
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