soturno
o soturno cai como neve
esfria a carne e congela o peito
o lago frágil me afunda
eu me deito no gélido leito
a dor é um furacão em mim
onde mais dói, onde possa doer
o sangue seca novamente
a ferida fica
a dor danifica
quem eu sou, quem eu fui
traga-me um cigarro
porque quero dissipar como as fumaças
as fumaças que estavam sempre em mim
me sufocando e me fazendo padecer
não se pode ser ajudado sem forças para si mesmo?
apenas sei que que não devo deixar quem eu amo a doer comigo
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