resquícios de sanidade

tenho meus resquícios de sanidade

eu os agarro com força pedindo piedade

luto constantemente para sobreviver

no meio do terremoto aprendendo a viver


conheço-me porém vejo-me despedaçando

confesso ter medo então continuo tentando

dói, e como dói esse dilema de ir e vir

neste lago frio, um som estridente vou ouvir


novamente, no áspero interior da mente

coloco minha máscara ainda falha

e me guio à batalha com lágrimas caindo em minha face

assim como chuva cai na calha


eu sou uma pecadora?

uma amante da dor?

o que resta de mim é o suficiente?

quando vou parar e me conformar?


na última estrofe cansei das rimas, me restaram apenas questionamentos

sobre quem sou, o quero e o que não quero

uma falta de fôlego e desespero

só uma respiração de alivio é o que mais espero


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